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Extraido do site dos Anjos p/ Adoção (SP)
http://anjosparaadocao.multiply.com/
Castrar Animais é a Melhor Solução para acabar com o Abandono.
Existem algumas maneiras de se lidar com o problema dos animais
abandonados:
Você pode ignorá-los.
Pode também chamar a carrocinha e se livrar rapidamente deles.
Nestes dois casos, você os estará condenando à morte prematura e lhes
tirando toda chance de serem felizes e de fazer alguém feliz.
Ou pior ainda, os animais serão encaminhados para pesquisas, onde
serão torturados lentamente e sem compaixão até a morte.
A outra possibilidade, a castração, deveria ser patrocinada pelo poder
público que, infelizmente, não honra seu voto e nem seus impostos.
Você, por outro lado, pode dedicar aos animais um pouco de seu tempo e
encaminhá-los para uma vida digna.
A castração é a única saída para evitarmos a proliferação dos animais
abandonados.
A castração é a única possibilidade viável de acabarmos com as mortes
desnecessárias. O desrespeito das pessoas e do poder público para com os animais só será amenizado quando a quantidade de animais de rua diminuir de forma drástica. Hoje tornou-se natural nosso contato diário com a miséria e o abandono. Quando a miséria e a dor deixam de chocar as pessoas, pois o fato se tornou banal, só a diminuição do problema pode surtir algum efeito: quando as pessoas deixarem de ver animais morrendo pelas ruas o tempo todo, irão se chocar com casos esporádicos.
E isto só poderá ocorrer se os animais forem castrados e pararem de
procriar. Com o passar do tempo, os que permanecerem nas ruas irão morrer e não deixarão descendentes.
Você sabia que uma cadela de rua pode gerar, em 10 anos a seguinte
descendência:
Projeção feita com cadelas com 2 crias por ano e 2 a 8 filhotes por
cria:
1º ano – 12
2º ano – 66
3 ano – 382
4 ano – 2.201
5 ano – 12.680
6 ano – 73.041
6 ano – 420.715
8 ano – 2.423.316
9 ano – 13.968.290
10ano – 80.399.980
Temos que tentar fazer as pessoas compreenderem a necessidade de ter
em casa somente animais castrados e de doar sempre animais castrados.
Esta é a única saída para o problema do abandono e do excesso
populacional. Para que a medida seja ainda mais eficaz, devemos também ensinar as vantagens da castração de um animal:
ele ficará livre de várias doenças e terá uma vida muito mais longa e
saudável. A castração previne contra câncer de mama e útero nas
fêmeas, principal causa de morte em cadelas adultas e o câncer de próstata nos machos. Ela ainda impede fugas e atropelamentos de machos que fogem atrás de fêmeas no cio: 90% dos animais que se extraviam não são castrados.
Você, que é cidadão consciente e não perdeu o respeito pela vida,
poderá abrigar estes animais por breve período enquanto procura um lar para acolhê-los. Além do prazer que é cuidar de um animal, você também se sentirá gratificado por haver salvo uma vida. Com isto, você estará diminuindo o problema do abandono e do excesso de população de cães e gatos, proporcionado uma saída para animais sem nenhuma chance e contribuindo para a valorização da vida. Por isto não se omita, sempre que puder, castre um animal e salve uma vida.
--
Magali Mørgana
Anjos Abandonados
http://chiodetto.sites.uol.com.br
http://anjos.abandonados.nafoto.net
http://www.flickr.com/photos/anjosabandonados
Ter um animal de estimação é uma responsabilidade que pode durar anos. Antes de receber um cão ou gato em sua casa, reflita sobre os deveres de um dono responsável.
Os Dez Mandamentos da Posse Responsável de Cães e Gatos
1. Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.
2. Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.
3. Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico.
4. Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.
5. Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove-o e exercite-o regularmente.
6. Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.
7. Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.
8. Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.
9. Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses ou similar, informando-se sobre a legislação do local. Também é recomendável uma identificação permanente (microchip ou tatuagem).
10. Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a unica medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.
Fonte: Arca Brasil - http://www.arcabrasil.org.br
A Cinomose é uma enfermidade infecto contagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos e os canídeos silvestres.
Causada por um vírus que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns.
Não escolhe sexo ou raça, nem a época do ano. Ocorre mais em jovens, mas animais idosos também podem se contaminar se não vacinados.
Se infectam (contaminam) por contato direto ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado.
A transmissão direta é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado por ele até um animal sadio.
O animal pode se contaminar pela via respiratória ou por via digestiva, por contato direto ou fômites ( pode ser um objeto ou um ser humano, por exemplo, que carregam o vírus na roupa, nos sapatos) , água e alimentos contaminados por secreções de cães doentes.
Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus (digamos que seja o período que ocorre entre o vírus entrar no corpo e o corpo começar a manifestar os sintomas da doença) por 3 a 6 dias , ou até 15 dias, e depois disso a temperatura pode chegar a 41ºC, haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal . Este estado dura mais ou menos 1 a 2 dias.
Depois se segue um período de 2 a 3 dias, as vezes meses, em que parece que tudo volta ao normal.
Depois disso podem aparecer os sinais e sintomas típicos da cinomose, dependendo da resposta imunitária do animal.
Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles.
O animal pode morrer tendo desenvolvido só uma das fases da doença ou sobreviver desenvolvendo todas, podem desenvolver cada tipo de sintoma aos poucos ou todos juntos.
Normalmente os primeiros sintomas da 2º fase são febre , falta de apetite, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar.
Depois conjuntivite com secreção , corrimento nasal, com crostas no focinho, e pneumonia.
Pode se seguir por 1 a 2 semanas e daí aparecerem os sintomas nervosos: tiques nervosos, depois sintomas de lesões no cérebro e medula espinhal.
Em alguns, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem as vezes reconhecer seu dono.
Em outros ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda.
Por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior ('descadeirado'). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida).
É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão, e de sua capacidade de ter uma resposta imunológica suficiente, sua sobrevivência ou não.
Digo 'quase exclusivamente' porque o veterinário pode ajudar eliminando coisas que podem atrapalhar sua "guerra" com a doença, como as infecções que ele pode ter por fraqueza (queda de resistência), aconselhar uma alimentação correta, receitar medicamentos que ajudem a combater as inflamações no cérebro, receitar uma medicação que tente aumentar sua resistência, etc.
Sua evolução é imprevisível, ou seja, quando o cão adoece, não há como saber se ele vai se salvar ou não, ou se sua morte vai ser rápida ou lenta.
A melhor solução ainda é a prevenção, ou seja, vacinar corretamente.
Obs: Na enorme maioria dos casos não se aconselha a vacinar um animal suspeito de ter a doença. A vacina, nestes casos, pode "sabotar" o combate do animal à doença, já que também sobrecarrega o sistema imune em um primeiro momento.
Maria Thereza Amaral