Abandono é o Fim!!

Este blog tem o objetivo de levar a você o conhecimento das consequências do abandono de animais, bem como exibir um boletim diário de animais perdidos ou abandonados, na cidade de Campinas-SP.

Abandono é o Fim!!

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Terra Blog

Categoria: Artigo

10.12.06

Como você pôde?

categorias: Artigo
"Como Você Pôde?"
Autor: Jim Willis - Tradução: Sílvia Schiros

Quando era um filhote, eu o distraia com minhas travessuras e o fazia rir.

Você me chamava de sua criança e, apesar de um certo número de sapatos mascados e um par de almofadas destruídas, eu me tornei sua melhor amiga. Sempre que eu fazia algo errado, você chacoalhava seu dedo para mim e dizia: "Como você pôde?" - mas depois você se arrependia e me rolava no chão para me coçar a barriga. Meu treinamento demorou um pouco mais do que o esperado porque você estava ocupado demais, mas, juntos, nós conseguimos dar um jeito.

Eu me lembro daquelas noites em que me aninhava a você na cama e ouvia suas confidências e sonhos secretos - e acreditava que a vida não poderia ser mais perfeita. A gente fazia longos passeios e corridas no parque, andava de carro e parava para um sorvete (eu ganhava só a casquinha porque "sorvete não faz bem para cães" você dizia) e eu tirava longos cochilos ao sol enquanto aguardava sua volta para casa ao final do dia.

Aos poucos você passou a gastar mais tempo no trabalho e com sua carreira e levava mais tempo procurando por uma companheira humana. Eu esperei por você pacientemente, confortei-o em suas mágoas e desilusões, nunca o repreendi por suas escolhas ruins, e vibrei de alegria nas suas vindas para casa e quando você se apaixonou... Ela, agora sua esposa, não é uma "apreciadora de cães" - ainda assim eu a recebi em nossa casa, tentei mostrar-lhe afeição, e a obedeci. Sentia-me feliz porque você estava feliz.

Então vieram os bebês humanos e eu reparti com você o entusiasmo. Eu estava fascinada por seus tons rosados, seu cheiro, e queria muito cuidar deles também. Mas ela e você tinham medo de que eu pudesse machucá-los, e eu passei a maior parte do tempo sendo banida para outra sala ou para a casinha de cachorro.. Oh, como eu queria tê-los amado, mas eu me tornei uma "prisioneira do amor".

À medida que foram crescendo, me tornei amiga deles. Eles se agarravam ao meu pêlo e se levantavam sobre perninhas trôpegas, enfiavam os dedos em meus olhos, examinavam minhas orelhas, e davam beijos em meu nariz. Eu adorava tudo isso e o toque de suas mãozinhas - porque o seu toque agora era tão raro - e eu os teria defendido com minha própria vida, se fosse preciso. Eu me esgueirava para suas camas e escutava suas quietações e sonhos secretos, e juntos esperávamos pelo barulho de seu carro no caminho.

Houve um tempo, quando alguém perguntava se você tinha cachorro, em que você tirava uma foto minha de sua carteira e contava histórias sobre mim. Nos últimos anos você apenas respondia "sim" e mudava de assunto. Eu passei de "seu cão" para "apenas um cachorro" e você reclamava de cada gasto que tinha comigo. Agora você tem uma nova oportunidade de carreira em outra cidade e vocês irão se mudar para um apartamento onde não permitem animais. Você tomou a decisão acertada para sua "família", mas houve um tempo em que eu era sua única família.

Fiquei excitada com o passeio de carro até que chegamos ao abrigo de animais. O local tinha cheiro de gatos e cães, de medo, de desesperança. Você preencheu a papelada e disse: "Sei que vocês encontrarão um bom lar para ela...". Eles deram de ombros e lançaram a você um olhar compadecido. Eles compreendem a realidade que espera um cão de meia idade, mesmo um com "papéis". Você teve que desgarrar os dedos de seu filho de minha coleira enquanto ele gritava "Não, papai! Por favor, não deixe que levem meu cão!". E eu me preocupei por ele, e com a lição que você tinha acabado de lhe dar sobre amizade e lealdade, sobre amor e responsabilidade, e sobre respeito por todo tipo de vida. Você deu um afago de adeus em minha cabeça, evitou meu olhar e, polidamente, recusou levar minha coleira e guia com você. Você tinha um tempo-limite para encarar e agora eu também tenho um.
Depois que você partiu as duas simpáticas senhoras que o atenderam comentaram que você provavelmente soube meses atrás da mudança que ocorreria e não fez nenhuma tentativa de encontrar um novo lar para mim. Elas sacudirram a cabeça e disseram "Como você pôde?". Elas são tão atenciosas para nós aqui no abrigo quanto seus ocupados horários permitem.
Elas nos alimentam, é claro, mas eu perdi meu apetite dias atrás. De início, sempre que alguem passava pelo meu alojamento, eu corria para a frente, na esperança de que fosse você - que você tivesse mudado de idéia - que isto fosse tudo um sonho mau... Ou eu esperava que ao menos fosse alguém que se importasse, alguém que pudesse me salvar. Quando percebi que não poderia competir com os alegres filhotes, inconscientes de seus próprios destinos, nas brincadeiras para chamar atenção, afastei-me para um canto distante e aguardei.

Ouvi seus passos quando ela veio até mim ao final do dia e a segui ao longo do corredor para uma sala separada. Uma sala deliciosamente silenciosa. Ela me colocou sobre a mesa, acariciou minhas orelhas, e disse-me para eu não me preocupar. Meu coração se acelerou na expectativa do que estava para vir, mas havia também uma sensação de alívio. A prisioneira do amor havia esgotado seus dias.

Como é de minha natureza, estava mais preocupada com ela. O fardo que ela carrega é demasiado pesado, e eu sei disso, da mesma maneira que conhecia cada um de seus humores. Ela gentilmente colocou um torniquete em volta de minha perna dianteira, enquanto uma lágrima corria por sua face Lambi sua mão do mesmo modo como costumava fazer para confortar você há tantos anos atrás. Ela habilmente espetou a agulha hipodérmica em minha veia. Quando senti a picada e o líquido frio se espalhou através de meu corpo, deitei a cabeça sonolenta, olhei dentro de seus olhos gentis e murmurei "Como você pôde?".

Talvez por ter entendido meu linguajar canino, ela disse "Sinto tanto!", abraçou-me e apressadamente explicou que era seu trabalho fazer com que eu fosse para um lugar melhor onde não seria ignorada, ou maltratada ou abandonada, nem ter que me virar para sobreviver - um lugar de amor e luz, tão diferente deste lugar terrestre. E com minha última gota de energia tentei transmitir -lhe com uma sacudidela de minha cauda que meu "Como você pôde?" não era dirigido a ela.

Era em você, Meu Amado Dono, que eu estava pensando. Pensarei em você e esperarei por você eternamente. Possa alguém em sua vida continuar a demonstrar-lhe tanta lealdade...
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  • Postado em 22:46:35

10.11.06

Castração é a Melhor Solução

categorias: Artigo

Extraido do site dos Anjos p/ Adoção (SP)
http://anjosparaadocao.multiply.com/


Castrar Animais é a Melhor Solução para acabar com o Abandono.

Existem algumas maneiras de se lidar com o problema dos animais
abandonados:

Você pode ignorá-los.
Pode também chamar a carrocinha e se livrar rapidamente deles.
Nestes dois casos, você os estará condenando à morte prematura e lhes
tirando toda chance de serem felizes e de fazer alguém feliz.
Ou pior ainda, os animais serão encaminhados para pesquisas, onde
serão torturados lentamente e sem compaixão até a morte.
A outra possibilidade, a castração, deveria ser patrocinada pelo poder
público que, infelizmente, não honra seu voto e nem seus impostos.
Você, por outro lado, pode dedicar aos animais um pouco de seu tempo e
encaminhá-los para uma vida digna.

A castração é a única saída para evitarmos a proliferação dos animais
abandonados.

A castração é a única possibilidade viável de acabarmos com as mortes
desnecessárias. O desrespeito das pessoas e do poder público para com os animais só será amenizado quando a quantidade de animais de rua diminuir de forma drástica. Hoje tornou-se natural nosso contato diário com a miséria e o abandono. Quando a miséria e a dor deixam de chocar as pessoas, pois o fato se tornou banal, só a diminuição do problema pode surtir algum efeito: quando as pessoas deixarem de ver animais morrendo pelas ruas o tempo todo, irão se chocar com casos esporádicos.
E isto só poderá ocorrer se os animais forem castrados e pararem de
procriar. Com o passar do tempo, os que permanecerem nas ruas irão morrer e não deixarão descendentes.

Você sabia que uma cadela de rua pode gerar, em 10 anos a seguinte
descendência:
Projeção feita com cadelas com 2 crias por ano e 2 a 8 filhotes por
cria:
1º ano – 12
2º ano – 66
3 ano – 382
4 ano – 2.201
5 ano – 12.680
6 ano – 73.041
6 ano – 420.715
8 ano – 2.423.316
9 ano – 13.968.290
10ano – 80.399.980

Temos que tentar fazer as pessoas compreenderem a necessidade de ter
em casa somente animais castrados e de doar sempre animais castrados.
Esta é a única saída para o problema do abandono e do excesso
populacional. Para que a medida seja ainda mais eficaz, devemos também ensinar as vantagens da castração de um animal:
ele ficará livre de várias doenças e terá uma vida muito mais longa e
saudável. A castração previne contra câncer de mama e útero nas
fêmeas, principal causa de morte em cadelas adultas e o câncer de próstata nos machos. Ela ainda impede fugas e atropelamentos de machos que fogem atrás de fêmeas no cio: 90% dos animais que se extraviam não são castrados.

Você, que é cidadão consciente e não perdeu o respeito pela vida,
poderá abrigar estes animais por breve período enquanto procura um lar para acolhê-los. Além do prazer que é cuidar de um animal, você também se sentirá gratificado por haver salvo uma vida. Com isto, você estará diminuindo o problema do abandono e do excesso de população de cães e gatos, proporcionado uma saída para animais sem nenhuma chance e contribuindo para a valorização da vida. Por isto não se omita, sempre que puder, castre um animal e salve uma vida.

--
Magali Mørgana

Anjos Abandonados
http://chiodetto.sites.uol.com.br
http://anjos.abandonados.nafoto.net
http://www.flickr.com/photos/anjosabandonados

  • criado por  Claudia Poggetto criado por Claudia Poggetto
  • Postado em 23:10:45

Ralph Lauren decide interromper o uso de peles

categorias: Artigo
REVOLUÇÃO DOS BICHOS
Por André Rodrigues - 07.11.06 - 13h30

Dá-lhe PETA! A marca Ralph Lauren decide interromper o uso de peles de animais em suas coleções.

Mais um gigante do mundo fashion se rende aos apelos do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) - uma ONG global que visa combater o uso de pele e derivados de animais em produtos para os consumidores finais.

Depois de sucessivas reuniões, os executivos da Ralph Lauren reconheceram: "As peles nunca foram elementos essenciais em nossas coleções". Com essa decisão, a marca entra para o time de poderosos que luta contra a crueldade imposta aos bichinhos nas fazendas de pele da China, onde animais são confinados em pequenas celas sob condições extremas e depois abatidos com golpes na cabeça e, muitas vezes, escalpelados vivos.

A Polo Ralph Lauren enviou uma declaração oficial ao PETA informando o cancelamento de todos os pedidos pendentes de produtos derivados de peles, começando já nas coleções desse ano. Duzentos casacos da coleção inverno 2006 da marca foram doados para angariar fundos para instituições de caridade em nações do terceiro mundo.

Recentemente, os apelos do PETA ganharam o apoio de gente como Tim Gunn (guru fashion do programa Project Runway) e Martha Stewart (empresária bilionária e apresentadora do programa O Aprendiz com Martha Stewart). Os militantes afiliados ao PETA também são responsáveis pela criação do website BloodyBurberry.com (Burberry Sangrenta), onde atacam a grife inglesa pelo uso indiscriminado de peles de animais.

Por André Rodrigues - 07.11.06 - 13h30
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  • Postado em 22:47:06

Os 10 Mandamentos da Posse responsável

categorias: Artigo

Ter um animal de estimação é uma responsabilidade que pode durar anos. Antes de receber um cão ou gato em sua casa, reflita sobre os deveres de um dono responsável.

Os Dez Mandamentos da Posse Responsável de Cães e Gatos

1. Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.

2. Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.

3. Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico.

4. Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.

5. Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove-o e exercite-o regularmente.

6. Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

7. Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.

8. Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.

9. Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses ou similar, informando-se sobre a legislação do local. Também é recomendável uma identificação permanente (microchip ou tatuagem).

10. Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a unica medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.

Fonte: Arca Brasil - http://www.arcabrasil.org.br

  • criado por  Claudia Poggetto criado por Claudia Poggetto
  • Postado em 21:58:31

Cinomose

categorias: Artigo

A Cinomose é uma enfermidade infecto contagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos e os canídeos silvestres.

Causada por um vírus que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns.

Não escolhe sexo ou raça, nem a época do ano. Ocorre mais em jovens, mas animais idosos também podem se contaminar se não vacinados.

Se infectam (contaminam) por contato direto ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado.

A transmissão direta é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado por ele até um animal sadio.

O animal pode se contaminar pela via respiratória ou por via digestiva, por contato direto ou fômites ( pode ser um objeto ou um ser humano, por exemplo, que carregam o vírus na roupa, nos sapatos) , água e alimentos contaminados por secreções de cães doentes.

Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus (digamos que seja o período que ocorre entre o vírus entrar no corpo e o corpo começar a manifestar os sintomas da doença) por 3 a 6 dias , ou até 15 dias, e depois disso a temperatura pode chegar a 41ºC, haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal . Este estado dura mais ou menos 1 a 2 dias.

Depois se segue um período de 2 a 3 dias, as vezes meses, em que parece que tudo volta ao normal.

Depois disso podem aparecer os sinais e sintomas típicos da cinomose, dependendo da resposta imunitária do animal.

Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles.

O animal pode morrer tendo desenvolvido só uma das fases da doença ou sobreviver desenvolvendo todas, podem desenvolver cada tipo de sintoma aos poucos ou todos juntos.

Normalmente os primeiros sintomas da 2º fase são febre , falta de apetite, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar.

Depois conjuntivite com secreção , corrimento nasal, com crostas no focinho, e pneumonia.


Pode se seguir por 1 a 2 semanas e daí aparecerem os sintomas nervosos: tiques nervosos, depois sintomas de lesões no cérebro e medula espinhal.

Em alguns, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem as vezes reconhecer seu dono.
Em outros ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda.
Por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior ('descadeirado'). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida).

É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão, e de sua capacidade de ter uma resposta imunológica suficiente, sua sobrevivência ou não.
Digo 'quase exclusivamente' porque o veterinário pode ajudar eliminando coisas que podem atrapalhar sua "guerra" com a doença, como as infecções que ele pode ter por fraqueza (queda de resistência), aconselhar uma alimentação correta, receitar medicamentos que ajudem a combater as inflamações no cérebro, receitar uma medicação que tente aumentar sua resistência, etc.

Sua evolução é imprevisível, ou seja, quando o cão adoece, não há como saber se ele vai se salvar ou não, ou se sua morte vai ser rápida ou lenta.

A melhor solução ainda é a prevenção, ou seja, vacinar corretamente.

Obs: Na enorme maioria dos casos não se aconselha a vacinar um animal suspeito de ter a doença. A vacina, nestes casos, pode "sabotar" o combate do animal à doença, já que também sobrecarrega o sistema imune em um primeiro momento.

Maria Thereza Amaral

  • criado por  Claudia Poggetto criado por Claudia Poggetto
  • Postado em 21:50:26