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Para adotar uma criança há uma burocracia muito grande. Somente aqueles que realmente querem um filho adotivo enfrentam a fila de anos para conseguir realizar seu sonho.
Se o filho, adotado ou gerado, um dia apresentar problemas de saúde ou comportamento, os pais certamente buscarão ajuda para solucionar ou, se o problema não oferecer solução, pelo menos minimizar os seus efeitos de modo a causar menor sofrimento possível ao filho. E por que os pais fazem isso? Por causa do amor que eles têm a seus filhos.
Quando uma pessoa adota um animal deveria se comportar como se estivesse adotando um filho. Um filho é para a vida toda. Um animal também. Um filho quando tem um problema, você pensa em solução, levando em consideração o que é melhor para ele. E um animal, você pensa em solução levando em consideração o que é melhor para ele? ou o que é melhor para você?
Assim como adotar um filho, também adotar um animal, é um ato de responsabilidade. Adoção é amor, é doar-se, é cuidar. Por isso, ao adotar um animal, não se esqueça que esse animal fará parte de sua vida pelos próximos 10 a 15 anos, haja o que houver, aconteça o que acontecer. Animal não é brinquedo, que você compra para seu filho se divertir e quando ele enjoa, fica esquecido em um canto do quintal.
Estas fotos simbolizam e revelam o descaso com os animais, entre os brinquedos, ambos abandonados.... A legenda em inglês diz: "Todos os anos centenas de cães são abandonados porque seus donos se cansam de brincar com eles".
As pessoas pensam que as responsabilidades desaparecem por si se as ignorarem ou evitarem. As pessoas pensam que são mais importantes que os animais, e apoiam suas consciências nesse pensamento para justificar o abandono.
*A base da evolução e a realização é a responsabilidade. Responsabilidade é o preço a pagar pelo direito de fazermos as nossas próprias escolhas.
Uma vez feita a escolha, é digno do ser humano assumir os pontos bons e ruins que ela implica. Isto é responsabilidade.
* Por .: texto adaptado de Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'
Oportunidades são Responsabilidades
As pessoas fogem às responsabilidades, e essa atitude é uma das causas de mal-estar.
Pensam que as responsabilidades desaparecem por si se as ignorarem ou evitarem.
A base da evolução e a realização é a responsabilidade.
Responsabilidade é o preço a pagar pelo direito de fazermos as nossas próprias escolhas.
Responsabilidade é apenas outra palavra para designar oportunidade.
E tornamo-nos ricos ou pobres para sempre conforme aproveitarmos ou deixarmos fugir a oportunidade.
Por .: Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'
Seres Abandonados
Por ruas e estradas por vezes deparo-me com eles abandonados por alguma pessoa sem alma, sem sentimentos...
Desesperados, por querer saber o porquê de ato tão violento.
Vão em busca do infinito ...
Como se fosse possível reencontrar de onde foram expurgados
Sem saber o porquê seres que vem à Terra para nos fazer felizes, que pedem pouco,
Às vezes nada pedem, a cada um de seus escolhidos.
Seres que estão sempre dispostos a dar carinho, amor, companhia, afeto.
Que não conhecem a cobiça, a inveja, a falsidade, a traição.
Que apenas buscam dar a única coisa que podem oferecer, sua fidelidade.
Seres... que por muitas vezes, entregam-se à morte quando seus amigos partem para o plano espiritual.
Seres que repartem nossa cama sem nenhum sentido erótico, que choram conosco por nossas dores
Que são capazes de sentir nossas vitórias expressadas por nossa alegria
E nossas derrotas expressadas por nossas lágrimas,
Então como podemos ainda encontrar pelo caminho estes seres abandonados por homens?
Estes mesmos “homens” chamam estes seres de “animais”...
Mas, seria esta a colocação certa da palavra?
Não deveria ser colocado este título ao homem que comete tal ato criminoso?
Ah... quanto choramos em busca de uma simples companhia?
Quanto buscamos por anos, um amigo fiel e, por vezes, não encontramos?
Estes seres nos oferecem tudo isto, são capazes de percorrer longas estradas ao lado de um mendingo, que nada pode lhes oferecer, a não ser companhia e pão amanhecido
Por vezes, muito diferente de alguns humanos a quem oferecemos muito mais que isso...
E que nos devolvem quase sempre a moeda da ingratidão.
A vocês, gatos, cachorros, amigos francos, dóceis e leais, minha gratidão sempre.
A Vós, Pai do Universo, meu muito obrigado!
Por nos agraciar com estes seres de encanto, nossos verdadeiros amigos...
Texto: Paulo Nunes Junior
Muitas vezes as pessoas não abandonam um animal por maldade, apenas ignoram o que pode acontecer a ele ou a ela. Muitas vezes as pessoas acreditam que o animal ficará melhor "em liberdade", ou seja, nas ruas, ou em um bosque ou parque... e não imaginam ou não acreditam, talvez pelo desconhecimento ou pela ingenuidade, o que realmente acontece com seu "ex-animal".
Aqui está um exemplo disso. A Nina é uma gatinha que foi abandonada quando bebê. Sofreu um chute ou acidente, provavelmente, devido ao quadro clínico que apresentou. Foi adotada, mas sua dona não a levou no veterinário e seu quadro foi agravado. Após alguns meses, sua dona, que parecia ser muito responsável, também a abandonou ... no cio.
A Nina ficou prenhe na primeira semana de abandono. Sua "ex-dona" a deixou passar fome e desespero, pois até aquele momento ela morou em apartamento e não sabia se virar sozinha nas ruas. Todo animal doméstico ou domesticado não consegue caçar para prover toda alimentação de que necessita. Geralmente caçam para mostrar a presa ao dono e por instinto.
Para sorte da Nina, uma voluntária de uma associação protetora de animais a recolheu em sua própria casa.
Não é comum voluntários recolherem animais em suas próprias casas, porque estas já estão super-lotadas devido ao grande número de animais que socorrem diariamente. Também não é obrigação das entidades protetoras descobrirem todos animais que estão necessitando de ajuda. Essas entidades não têm recursos para atender tantos animais e entidades não existem para incentivar abandonos e sim para acolher os animais que nasceram ou viveram nas ruas, velhos e aqueles que sofreram maus-tratos, embora seja responsabilidade e obrigação do dono, prover bem estar e tratamento adequado ao animal, como previsto na Lei 9.605/98, art. 32, cuja pena é detenção, de três meses a um ano, e multa.
Descobrimos que a Nina tinha um problema sério de saúde e necessitava de uma cirurgia de emergência. Este problema estava diretamente ligado com aquele chute ou acidente que ela sofreu quando bebê. Tratava-se de uma cirurgia bem complicada e o risco de morte era alto, mas o risco era tão certo caso a cirúrgia não fosse realizada. Outros veterinários foram consultados e todos concordaram que quanto mais o tempo passava maior era o risco de uma emergência.
A Nina tinha hernia diafragmática. Os órgãos (intestino, estômago, fígado etc) se deslocaram para o lado de cima do diafragma de modo a causar grande dificuldade respiratória, pois estavam pressionando seu pulmãozinho.
Com a ajuda de várias pessoas que colaboraram financeiramente e ofereceram solidariedade, a Nina pode ser operada e correu tudo bem.
Hoje ela se recupera muito bem e aguarda um dono ou uma dona responsável que possa lhe dar muito carinho, atenção e tudo para fazer a Nina se sentir uma verdadeira princesa que é o que ela é.
Nestas semanas que pude conviver com a Nina, percebi que ela é uma gatinha incrivelvelmente carinhosa, companheira, educada, quietinha, mas ela não curte seus conterrâneos felinos nem os caninos.
A Nina perdeu metade do pulmão por causa da aderência a outros orgãos que foram deslocados. Ela é uma gatinha sensível, não pode ir para rua nem se agitar muito, pois um tombo poderia causar rompimento dos orgãos que foram suturados.
Se você se sentir habilitado(a) para adotar a Nina, entre em contato com Claudia, pelo email claudiapoggetto@terra.com.br